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Netinho anuncia volta aos palcos durante a quimioterapia: por que planejar o amanhã faz bem — e como a boca entra nesse plano

Resposta direta

O cantor Netinho, aos 60 anos e na 4ª de 16 sessões de quimioterapia contra um linfoma, anunciou que planeja nova turnê quando o tratamento terminar. Planejar o amanhã faz parte do cuidado — e a boca entra nesse plano: é ela que precisa chegar inteira ao palco, para falar, comer, sorrir e cantar.

Por Dra. Jossânia Marcondes, cirurgiã-dentista bucomaxilofacial · odontologia hospitalar (Albert Einstein) · CRO-PR 16853
Publicado em 19/07/2026 · Atualizado em 19/07/2026

O que aconteceu?

Ao completar 60 anos, o cantor Netinho fez mais do que agradecer as mensagens dos fãs: anunciou um plano. Em tratamento contra a recidiva de um linfoma raro, descoberto em maio durante exames para investigar um problema renal, ele contou que já organiza a volta aos palcos com uma turnê provisoriamente batizada de “1966”, em referência ao ano em que nasceu. Nas palavras dele: “Assim que essa luta insana terminar, produzirei meu novo show e cairei na estrada para cumprir meu destino de emocionar e divertir as pessoas.”

Netinho concluiu a 4ª de 16 sessões de quimioterapia sem efeitos colaterais até aqui, segundo ele próprio — e daqui da Travessia desejamos que as próximas doze sejam igualmente serenas, e que a estrada da turnê 1966 chegue logo.

Planejar o futuro durante o tratamento faz bem?

Faz — e não é só poesia. Quem acompanha pacientes oncológicos vê isso todos os dias: ter um projeto esperando do outro lado organiza o presente. O tratamento deixa de ser um túnel sem saída e vira uma travessia com margem de chegada. A data do show, a viagem adiada, o casamento do filho, a volta ao trabalho — cada um tem a sua “turnê 1966”.

E aqui entra o que quase ninguém conecta: o plano do amanhã precisa que o corpo chegue inteiro lá — e a boca faz parte desse corpo. Para um cantor, isso é literal: cantar exige voz, saliva, articulação, boca sem dor. Mas vale para todo mundo: falar, comer com prazer, sorrir para a plateia da própria vida.

O que a quimioterapia tem a ver com a boca — em qualquer câncer?

A quimioterapia circula pelo corpo inteiro, e por isso afeta a boca em qualquer tipo de câncer — linfoma, mama, próstata, intestino, pulmão. Segundo o National Cancer Institute, cerca de 40% das pessoas em quimioterapia desenvolvem alguma complicação na boca:

Num protocolo longo, como o de 16 sessões que o Netinho atravessa, o cuidado com a boca não é detalhe: é o que ajuda a manter o calendário do tratamento em dia — e o calendário do tratamento em dia é o que aproxima a data do show.

Como proteger o plano do amanhã, na prática?

O cuidado que sustenta o projeto de futuro é feito de gestos pequenos e constantes: higiene suave diária, um kit de boca preparado em casa, hidratação frequente, atenção redobrada nos períodos de imunidade baixa — e acompanhamento odontológico especializado durante todo o tratamento, em diálogo com a equipe médica. Na Travessia, esse acompanhamento é o Mãos Dadas: atravessar o tratamento de mãos dadas com quem cuida da sua boca, para que o seu amanhã encontre você pronto.

Perguntas rápidas

Quimioterapia de linfoma afeta a boca mesmo sem o câncer ser “na boca”? Sim. O medicamento circula pelo corpo inteiro e atinge as células de renovação rápida — como as que forram a boca. Além disso, no linfoma a imunidade fica especialmente baixa em fases do ciclo, o que aumenta o cuidado necessário com infecções na boca.

Dá para fazer planos mesmo sem saber como o corpo vai responder ao tratamento? Os planos podem — e costumam — ter datas flexíveis, como o próprio Netinho fez: a turnê virá “assim que essa luta terminar”. O valor do plano não está na data exata, e sim na direção. Com a equipe médica cuidando do protocolo e a boca protegida, o caminho até lá fica mais suave.

Cantar ou falar muito durante o tratamento faz mal para a boca? Não — desde que a boca esteja cuidada. O que atrapalha a voz e a fala são as complicações evitáveis: feridas, boca seca, infecções. Com prevenção e acompanhamento, muitos pacientes seguem trabalhando com a voz durante o tratamento, respeitando os dias de maior sensibilidade.

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Entenda como a boca atravessa um protocolo longo de quimioterapia e por que a fase de imunidade baixa pede atenção redobrada.


Revisado pela Dra. Jossânia Marcondes, cirurgiã-dentista (CRO-PR 16853), com atuação em odontologia oncológica.

Fontes: Vagalume — “Em tratamento contra câncer grave, Netinho anuncia plano de volta aos palcos” (15/07/2026); Correio 24 Horas — “Com câncer raro, cantor Netinho celebra 60 anos” (13/07/2026); NCI PDQ — Oral Complications of Cancer Therapies; MASCC/ISOO Clinical Practice Guidelines (Elad et al., Cancer, 2020).